11 Março - um ano depois
Os atentados

uma das vítimas das explosões agurada por socorro Eram 7.37 horas em Madrid quando começaram as primeiras explosões.

Em poucos minutos rebentaram 10 dos 13 engenhos explosivos que estavam colocados nas estações de comboios de Atocha, Santa Eugénia e El Pozo, todas elas em Madrid.

Na altura, milhares de pessoas encontravam-se nos comboios ou aguardavam a chegada desse meio de transporte para se deslocarem para o emprego.
Os atentados provocaram 192 mortos e mais de 1500 feridos.

O terrorismo da al-Qaeda atingiu pela primeira vez uma capital europeia.


Incrédulos e traumatizados, os espanhóis começaram o dia 11 de Março de 2004 com uma notícia que deixou profundas marcas em toda a sociedade.



Milhares de pessoas, muitas delas trabalhadores que viviam nos subúrbios de Madrid e que se deslocavam para o emprego, foram surpreendidas com explosões nos comboios onde se faziam transportar.
Muitos dos corpos ficaram mutilados. Os sobreviventes, «era muita gente a correr entre os destroços, alguns cheios de sangue, foi horroroso», disse uma das testemunhas.

Depois do pânico, da fuga e da primeira ajuda entre os destroços surgiu o trauma.

Madrid tinha sido alvo de um maiores atentados em todo o mundo e o maior na Europa.

populares e bombeiros nas operações de socorroMilhares de pessoas mobilizaram-se para ajudar. Apoiaram algumas das vítimas, deram sangue e, dias depois, manifestaram o repúdio pelo terrorismo. Ao longo do dia foram milhares as pessoas que saíram à rua para demonstrar o seu repúdio pelo terrorismo e prestar homenagem às vítimas dos atentados de Madrid.

Nos dias seguintes, enquanto se discutia a autoria dos atentados, os espanhóis foram às urnas e a maioria optou por «castigar» o governo de Aznar que tinha apoiado a ofensiva dos Estados Unidos no Iraque e não foi claro sobre as informações da autoria dos atentados.

A nível institucional surgiram reacções de todo o mundo. Dirigentes políticos e de várias organizações internacionais criticaram os atentados e chamaram a atenção para os novos desafios de segurança e cooperação além fronteiras perante esta nova ameaça.

Um ano depois, a data é assinalada com discrição. A sociedade espanhola ainda mantém esta ferida em aberto e os testemunhos de muitas pessoas revelam que o trauma só foi ultrapassado meses depois do 11 de Março.

Atentados atribuidos à al-Qaeda:

comboios destruídos pelas explosões

Iraque a ferro e fogo

O 11 de Setembro teve como cosequência uma operação militar que tinha como objectivo principal assumido capturar os "trunfos" que compõem o baralho de cartas da Al-Qaeda. 

Para atingir este fim, o exército norte-americano invadiu o Afeganistão e, mais tarde, sob a suspeita do Iraque estar a preparar um ataque com armas químicas, os países da Aliança dão luz verde para a invasão do país liderado por Saddam Hussein.



comboios destruídos pelas explosões 23 Julho de 2005 em Sharm-el-Sheikh
Era um dos locais mais seguros do Egipto.
Local turístico por excelência e ponto de encontro de chefes de estado, estância balnear localizada no sul da Península do Sinai foi alvo de vários atentados que provocaram a morte a 88 pessoas.

O Egipto é aliado dos EUA e Sharm-el-Sheikh é frequentada por muitos turistas ocidentais. Por outro lado, duas das explosões foram provocadas por suicidas. Razões que levam, mais uma vez, para a suspeita da autoria da al-Qaeda. A policia segue a pista de 6 paquistaneses.



autocarro parcialmente destruido por uma bombahttp://info.sapo.pt/nn1/575563.html 07 de Julho de 2005 em Londres

Eram 8.52 horas em Londres quando se deu a primeira explosão. Em menos de uma hora explodiram mais três engenhos.

Londres era uma das cidades mais seguras da Europa, face à ameaça terrorista. Tony Blair não demorou a atribuir os atentados a terroristas e a relacionar os atentados com a Cimeira do G8 que estava a ter lugar na Escócia.

A maior surpresa foi quando se descobriu que os quatro bombistas suicidas eram de nacionalidade britânica. Trêes de origem paquistanesa e o restantes, jamaicana.
Eram 8.45h horas em Nova Iorque quando o primeiro avião embateu contra uma das torres gémeas do WTC. Cerca de um quarto de hora depois começava a segunda colisão. As torres acabaram por desabar, provocando a morte a milhares de pessoas.

Num ambiente de pânico e de alarme, dois outros aviões estavam sob controlo dos terroristas. Um embateu no Pentágono, outro despenhou-se na Pensilvânia.
Foi o maior ataque terrorista.
  • Atentados fazem 198 mortos e 1430 feridos (TSF)

    Reacção do primeiro-ministro espanhol (SIC/XL)

    Reacções ao atentado em Espanha (SIC/XL)

  • Dossier TSF

  • 2006-09-07 18:46:19
       
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