Vaga de atentados em Londres
- Detidos todos os alegados bombistas.
- encontrada carrinha com 16 bombas



Pequenas explosões em 21 de Julho

foto da Lusa que ilustra uma mulher indisposta devido aos incidentes no metro de Londres

Duas semanas após os atentados de 7 de Julho, Londres voltou a viver momentos de pânico devido a quatro pequenas explosões em três estações de metro e num autocarro, que não causaram feridos.

O sistema de transportes voltou a ser afectado e, segundo a polícia, os engenhos explosivos eram mais fracos do que os utilizados nos atentados de 7 de Julho e de fabrico artesanal.

No entanto, as bombas principais, estavam dentro de mochilas e não foram despoletadas.

Ao contrário do que se passou no dia 7, desta vez, não se tratou de ataques suicidas.


fotos dos suspeitos dos atentados
A polícia divulgou as fotos dos quatro suspeitos que estiveram na origem da segunda vaga de explosões em Londres. Uma semana depois estavam todos detidos.

A primeira foto é de Muktar Said Ibrahim, 27 anos, nascido na Eritreia, alegado autor da explosão no autocarro e na imagem é possível ver o suspeito no tejadilho.
Terá sido detido numa operação policial desencadeada no dia 29 de Julho.

As restantes imagens foram captadas pelo sistema de segurança do metro e tornadas públicas, com o objectivo de a população dar pistas sobre os suspeitos.
A foto do homem com uma mochila foi tirada em Shepherd's Bush.
Mais tarde, foi visto a fugir da estação, mas com roupa branca.

A imagem seguinte, a do homem com uma camisa azul, foi captada na estação de Warren Street. Trata-se de Osman Hussain e foi capturado em Roma no dia 29.
A polícia diz tratar-se de Yasin Hassan Omar e doi detido no dia 27 de Julho.

A última foto foi tirada na estação Oval, onde se verificou a segunda explosão.
Terá sido detido numa operação policial desencadeada no dia 29 de Julho numa mega operação em Notting Hill, Londres.

Segundo a Scotland Yard, as cinco bombas que foram encontradas tinham explosivos artesanais e eram semelhantes às bombas que explodiram no dia 7 de Julho.



Uma pessoa que viajava no metro, depois de ouvir uma pequena explosão, viu um jovem deitado no chão, com uma mochila, que estava rasgada. No interior era visíveis «símbolos religiosos islâmicos, uma gordura viscosa, uma espécie de bomba de aerossol e um forte cheiro a vinagre».
Pouco depois, o alegado bombista levantou-se e deixou à mostra alguns fios que trazia debaixo da camisola, parecidos com fios de auscultadores, mas com as extremidades em cobre e saiu, calmamente, da carruagem.

Tony Blair fez uma curta intervenção, onde defendeu o regresso rápido de Londres à normalidade. Segundo o chefe de governo britânico, o objectivo dos terroristas é assustar os cidadãos e isso deve ser evitado.
Blair disse ainda que não pretende minimizar o «incidente», que é preciso «reagir com calma» e que vai manter a política iniciada há duas semanas».

Quatro pessoas foram interrogadas e depois libertadas.

As Brigadas Abú Hafs al Masri, grupo alegadamente vinculado à Al Qaeda, reivindicou a autoria das explosões.
O mesmo grupo tinha reivindicado os atentados de 7 de Julho.

As autoridades policiais reconheceram entretanto que foi um erro a morte de um cidadão brasileiro na estação de metro de Stockwell. Blair pediu desculpas publicamente e foi mandado abrir um inquérito para se avaliar as condições em que a polícia matou Jean-Charles de Menezes com oito tiros.

Cronologia das explosões:

12.25h - Shepherd's Bush: registou-se uma pequena explosão na estação de metro

12.30h - Oval: testemunhas dizem ter visto um homem a correr depois de ter deixado um saco na estação

12.30h - Warren Street: testemunhas dizem ter ouvido uma explosão e viram um homem a fugir

13.30h - Hackney Road: uma bomba explodiu no autocarro da carreira 26. Apenas estilhaços dos vidros

16h -Hospital University College: polícia faz um cerco à procura de um suspeito




Os atentados de 7 de Julho

imagem dos quatro bombistas suicidas ao entrarem numa estação de Luton, onde os quatro alegados bombistas se encontraram cerca das 06:20 locais (07:00 em Lisboa) para apanhar o comboio, com destino a Londres.Na capital, onde chegaram cerca de uma hora mais tarde, os quatro homens foram novamente filmados pelas câmaras de vigilância ali instaladas - foto da Lusa

O mais recente balanço dos atentados de 7 de Julho aponta para, pelo menos, 56 mortos.

Este é um balanço que continua provisório.

Vinte e seis pessoas morreram no atentado contra a linha de metro de Picadilly Line entre King`s Cross e Russell Square, 14 no autocarro de Tavistock Square, sete na linha de metro de Circle Line atingido entre Liverpool Street e Aldgate e sete na linha de Circle Line atingido em Edgware Road.

A polícia identificou até agora quatro presumíveis terroristas suicidas que perpetraram os atentados, todos eles de nacionalidade britânica. Três são de origem paquistanesa e um de origem jamacaina. Alguns dos bombistas estiveram no Paquistão em 2004 e um outro, Mohammed Sidique Khan, 30 anos, autor do atentado de Edgware Road, tinha sido alvo de uma avaliação de rotina no âmbito de um inquérito em 2004 do MI5, que decidiu não colocá-lo sob vigilância.

O impacto das explosões foi de tal forma grande que, só duas semanas depois dos atentados, é que conseguiram retirar uma das carruagens do metro. Nesta carruagem morreram sete pessoas e a bomba estava colocada junto a uma das portas.

Fotos Lusa (clique para ver em tamanho maior):


Depois do 11 de Setembro e do 11 de Março, foi a vez de Londres.
Estados Unidos, Espanha e Inglaterra, países vítimas do terrorismo da al-Qaeda.
A que se juntam outros, como por exemplo, Indonésia, Arábia Saudita, Quénia, Marrocos, Turquia, Tunísia, India e Iraque.

Em Londres, as autoridades britânicas sabiam que era uma questão de oportunidade.
Foi em 07 de Julho de 2005
Ao todo, registaram-se quatro explosões.

No metro ocorreram praticamente em simultâneo. A diferença foi de segundos.
Todas as explosões foram provocadas por ataques suicidas.

A explosão no autocarro que ficou parcialmente destruído, em Woburn Square, teve lugar momentos depois e causou 14 mortos.

Os engenhos explosivos eram de grande potência.

As bombas utilizadas nos atentados de Londres foram provavelmente fabricadas por um único bombista a partir de explosivo militar. Os explosivos eram de origem militar, provenientes dos Balcãs. % dias depois foi descoberta uma carrinha onde se encontravam mais 16 bombas.

Logo no dia das explosões, num site islamita, um grupo com ligações à al-Qaeda (auto-intitulado «organização secreta da al-Qaeda na Europa») reivindicou a autoria dos atentados justificando a iniciativa devido à intervenção no Iraque e Afeganistão.
Dois dias depois, as Brigadas de Abu Hafs al-Masri, o mesmo grupo que reclamou a autoria dos atentados de Madrid, reivindicou os ataques de Londres, por comunicado na Internet. O mesmo grupo fez uma ameaça aos países que têm forças militares no Iraque. Se não retirarem no prazo de um mês, haverá novos atentados na Europa.
Cronologia dos atentados:

8.52h – primeira explosão no metropolitano de Londres. Foi a uma centena de metros da estação de Liverpool Street, no túnel que liga as estações de Morgate. Liverpool Street e Aldgate.

8.52h – numa diferença de segundos, uma bomba explode numa carruagem no túnel da linha Piccadilly, perto da estação de comboios e do metropolitano de King’s Cross.

9.52h – terceira explosão numa carruagem na estação de Edgare Road.

9.05h – a estação de King’s Cross é evacuada.

9.22h – Toda a rede do metropolitano é encerrada. Evacuada a estação de Edgare Road.

9.28h – A empresa responsável pela exploração do metropolitano atribuiu a uma falha de energia a causa das explosões.

9.47h – Uma explosão destrói parcialmente um autocarro de dois andares, na Tavistock Square, em Bloomsbury.

 

comboios destruídos pelas explosõesIraque a ferro e fogo 
O 11 de Setembro teve como cosequência uma operação militar que tinha como objectivo principal assumido capturar os "trunfos" que compõem o baralho de cartas da Al-Qaeda. 

Para atingir este fim, o exército norte-americano invadiu o Afeganistão e, mais tarde, sob a suspeita do Iraque estar a preparar um ataque com armas químicas, os países da Aliança dão luz verde para a invasão do país liderado por Saddam Hussein.

 

 


comboios destruídos pelas explosões

09 Novembro de 2005 em Amã
A Jordânia, com ligações aos EUA, foi o alvo da al-Qaeda.

Não foi a primeira vez, mas foram os atentados mais mortíferos: 57 mortos.

A autoria das explosões foi atribuída e reivindicada pelo grupo de Al-Zarqawi que tem exercido grande pressão no Iraque.

 



comboios destruídos pelas explosões 23 Julho de 2005 em Sharm-el-Sheikh
Era um dos locais mais seguros do Egipto.
Local turístico por excelência e ponto de encontro de chefes de estado, estância balnear localizada no sul da Península do Sinai foi alvo de vários atentados que provocaram a morte a 88 pessoas.

O Egipto é aliado dos EUA e Sharm-el-Sheikh é frequentada por muitos turistas ocidentais. Por outro lado, duas das explosões foram provocadas por suicidas. Razões que levam, mais uma vez, para a suspeita da autoria da al-Qaeda. A policia segue a pista de 6 paquistaneses.





comboios destruídos pelas explosões 11 de Março de 2004 em Madrid
Eram 7.37 horas em Madrid quando começaram as primeiras explosões.

Em poucos minutos rebentaram 10 engenhos explosivos nas estações de comboios de Atocha, Santa Eugénia e El Pozo, todas elas em Madrid.

Na altura, milhares de pessoas encontravam-se nos comboios ou aguardavam a chegada desse meio de transporte para se deslocarem para o emprego. Os atentados provocaram 192 mortos e mais de 1500 feridos.



foto da explosão vista ao longe 12 Outubro de 2002 em Bali
Duas explosões atingiram um dos paraísos turísticos da indonésia: Bali.

Morreram 202 pessoas, entre elas muitos turistas de várias nacionalidades. Uma das vítimas mortais foi um soldado português.

Os atentados foram reivindicados pela al-Qaeda.

O «cérebro» do atentado foi condenado à morte e três outros acusados foram condenados a prisão perpétua.



imagem de momentos antes do choque do segundo avião contra uma das torres do WTC 11 de Setembro de 2001 nos EUA
Eram 8.45h horas em Nova Iorque quando o primeiro avião embateu contra uma das torres gémeas do WTC. Cerca de um quarto de hora depois começava a segunda colisão. As torres acabaram por desabar, provocando a morte a milhares de pessoas.

Num ambiente de pânico e de alarme, dois outros aviões estavam sob controlo dos terroristas. Um embateu no Pentágono, outro despenhou-se na Pensilvânia.
Foi o maior ataque terrorista.



bin Laden A al-Qaeda
Pista do terror de Bali a Londres

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Atentados e ameaças terroristas



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  • 2006-09-07 18:43:57
       
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